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Francy Baniwa

Sou Francineia Bitencourt Fontes, também conhecida como Francy Baniwa. Sou mulher indígena, antropóloga, fotógrafa, escritora, dona de roça e pesquisadora do povo Baniwa, clã Waliperedakeenai, e nascida na comunidade de Assunção, no Baixo Rio Içana, na Terra Indígena Alto Rio Negro, município de São Gabriel da Cachoeira/AM. Tenho Licenciatura em Sociologia (2016) pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), e sou mestra (2019) e doutora em Antropologia Social pelo Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGAS-MN/UFRJ). Engajada nas organizações e no movimento indígena do Rio Negro há mais de uma década, atuo e pesquiso nas áreas de etnologia indígena, gênero, saberes femininos, objetos e acervos, conhecimento tradicional, memória, narrativa, fotografia e audiovisual.

Autora de “Umbigo do mundo: Mitologia, Ritual e Memória Baniwa Waliperedakeenai” (Dantes, 2023), sou a primeira mulher indígena brasileira a publicar um livro na área de antropologia. Entre 2019 e 2023 coordenei “Vida e Arte das Mulheres Baniwa, uma visão de dentro para fora”, subprojeto que integra o projeto de cooperação técnica internacional “Salvaguarda do Patrimônio Linguístico e Cultural de Povos Indígenas Transfronteiriços e de Recente Contato na Amazônia Legal”, parceria entre UNESCO e Museu do Índio. Sou coordenadora da Escola Viva Baniwa: Wanheke Ipanana wha Walimanai – Casa de conhecimento da nova geração, na comunidade de Assunção, rio Içana. Sou pesquisadora do Laboratório de Antropologia da Arte, Ritual e Memória (LARMe) e do Núcleo de Antropologia Simétrica (NAnSi) da UFRJ, catedrática titular da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência, do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA/USP) em parceria com o Itaú Cultural, e pesquisadora afiliada ao Brazil LAB da Universidade de Princeton. Curadora do Museu das Amazônias – Belém (2025 – 2026), pós-doutoranda no Museu de Arte Contemporânea – MAC/USP, com a pesquisa: “Museus Vivos, Curadoria Indígena e a Produção de Novas Narrativas”.

Leia aqui o artigo “Minha escrevivência, experiências vividas e diálogos com as mulheres indígenas do Rio Negro – Amazonas/Brasil” escrito por mim.

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